domingo, julho 16, 2006
Experiência em dose dupla!
Não é à toa que ando muito ansiosa ultimamente, pois além de estarmos aprendendo tantas novidades e realizando as mais diversas atividades,e quantas né?! também a cada momento nos deparamos com situações em nossos PAs que nos deixam sem saber se realmente estamos sendo úteis no grupo ou não.
Sabe, nunca pensei que um trabalho em grupo envolvesse tantos aspectos: seja no que tange à preocupação que sentimos em estar atentos a todos os membros e parceiros, como na produção em si. Fico um pouco insegura em publicar algumas coisas e em saber que cada um de nós tem publicado cada qual no seu modo de ver as coisas. Aí bate uma dúvida: como será que está o todo do projeto? Apesar de estarmos atentos aos conteúdos postados, há ângulos diferenciados de produção, e, é neste ponto que tudo gira para uma experiência fantástica e louca. Neste sistema de diversificação de idéias é que ao meu ver está centrada a maior aprendizagem possível: a da tolerância e do compartilhar e aceitar opiniões.
A interação proporcionada num desenvolvimento de projeto em grupo faz com que as pessoas aprendam a respeitar e a criar posicionamentos em relação ao que pesquisam, é uma espécie de Paredão onde as atitudes são analisadas e ponderadas a todo instante.
É doido pensar que a dimensão de um trabalho passa por tantos pensamentos e se multiplica a cada troca e abordagem realizada. É neste aspecto que a gente se depara com a incontrolável forma de controlar as idéias que surgem neste processo.
Já realizei muitos trabalhos em grupo mas, nunca havia percebido o quanto é amplo o universo investigador proporcionado neste processo de trabalho.Fico imaginando as grandes possibilidades que apresentaremos aos alunos ao trabalhar desta forma, quantos valores, aprendizagens e atos de responsabilidade poderão ser vivenciados nesta condução pedagógica!Que maravilha!
Sabe, nunca pensei que um trabalho em grupo envolvesse tantos aspectos: seja no que tange à preocupação que sentimos em estar atentos a todos os membros e parceiros, como na produção em si. Fico um pouco insegura em publicar algumas coisas e em saber que cada um de nós tem publicado cada qual no seu modo de ver as coisas. Aí bate uma dúvida: como será que está o todo do projeto? Apesar de estarmos atentos aos conteúdos postados, há ângulos diferenciados de produção, e, é neste ponto que tudo gira para uma experiência fantástica e louca. Neste sistema de diversificação de idéias é que ao meu ver está centrada a maior aprendizagem possível: a da tolerância e do compartilhar e aceitar opiniões.
A interação proporcionada num desenvolvimento de projeto em grupo faz com que as pessoas aprendam a respeitar e a criar posicionamentos em relação ao que pesquisam, é uma espécie de Paredão onde as atitudes são analisadas e ponderadas a todo instante.
É doido pensar que a dimensão de um trabalho passa por tantos pensamentos e se multiplica a cada troca e abordagem realizada. É neste aspecto que a gente se depara com a incontrolável forma de controlar as idéias que surgem neste processo.
Já realizei muitos trabalhos em grupo mas, nunca havia percebido o quanto é amplo o universo investigador proporcionado neste processo de trabalho.Fico imaginando as grandes possibilidades que apresentaremos aos alunos ao trabalhar desta forma, quantos valores, aprendizagens e atos de responsabilidade poderão ser vivenciados nesta condução pedagógica!Que maravilha!
domingo, julho 09, 2006
Descobrindo minha identidade!!!
Nesta semana me dediquei aos estudos referentes ao desenvolvimento do Projeto de grupo, tenho feito muitas leituras e reflexões sobre nosso tema.
Também senti muito cansaço no trabalho, muitas reuniões e inúmeros compromissos. Final de bimestre não é fácil. Apesar disso, tive a oportunidade de iniciar minhas entrevistas referentes a pesquisa com os alunos sobre o que é conhecimento, tudo lentamente, mas penso que tudo deve ser realizado com muita precisão e não importa o tempo, mas sim, a qualidade deste desafio.
O ambiente na escola em relação ao meu querido aluno relatado no blog anterior já está mais calmo e ele está entrando em minha psicologia. Estou feliz por estar fazendo esta Pós, acredito que as reflexões aqui postadas e os estudos realizados têm me ensinado a posicionar-me melhor diante das dificuldades apresentadas em meu contexto profissional. Tenho procurado não esquecer as teorias aprendidas com todos os colegas participantes deste curso, bem como, em relação as leituras feitas de acordo com as referências bibliográficas sugeridas, e a cada dia procuro fazer algo diferente na escola, com o intuito de contagiar meus parceiros de profissão.
Fiquei feliz por participar como provocadora no Fórum e fiz o máximo para conflitar algumas questões, visto que, só se aprende quando há conflito de idéias e desestrutura de pensamentos pré determinados ou concebidos por nós em diversos momentos da vida.
Me senti um pouco insegura ao participar, pois ainda paira em mim o medo do certo ou errado. O fato de saber que muitas pessoas irão ler e analisar o que escrevi gera ansiedade e leva a auto-avaliação demasiadamente rigorosa, é como se eu não pudesse nunca cometer erros ou defender algo que julgo correto. Parece que um bloqueio constante te agride e policia a criatividade, como se alguém fosse me crucificar por coisas à descontento. O desejo de agradar a todos foi sempre uma trava em muitas decisões em minha vida. Hoje, porém, me descobri como ser humano "capaz" de errar e não ser punida da forma que pensava ser. Sinceramente estou apagando da minha memória muitas barreiras quanto ao ter de ser sempre o que os outros acham que devo ser. Este curso tem me proporcionado muita chance de expressar o que sinto, sem medo, assim pude perceber o quanto uma metodologia interfere na dinâmica vivencial das pessoas, percebo o quanto um professor tem poder através das suas atitudes em sala de aula. Poder este, que pode ser bom no sentido de oportunizar para o crescimento e rompimento destas inseguranças, como também, pode travar pensamentos criativos causando medo e angustia.
Sinto que estou me emancipando para a auto imagem positiva de mim mesma, onde sei que tenho idéias importantes para contribuir no meio em que vivo. Vejo-me, apesar das dúvidas, segura em relação aos meus colegas e sobretudo, com vocês educadores: Irís, Bea, Eduardo e demais envolvidos. A postura de vocês deu-me tranquilidade e confiança para arriscar e por isso não tenho mais medo de tentar ou de errar diante dos desafios.
Adoro todos Vocês!!!
Também senti muito cansaço no trabalho, muitas reuniões e inúmeros compromissos. Final de bimestre não é fácil. Apesar disso, tive a oportunidade de iniciar minhas entrevistas referentes a pesquisa com os alunos sobre o que é conhecimento, tudo lentamente, mas penso que tudo deve ser realizado com muita precisão e não importa o tempo, mas sim, a qualidade deste desafio.
O ambiente na escola em relação ao meu querido aluno relatado no blog anterior já está mais calmo e ele está entrando em minha psicologia. Estou feliz por estar fazendo esta Pós, acredito que as reflexões aqui postadas e os estudos realizados têm me ensinado a posicionar-me melhor diante das dificuldades apresentadas em meu contexto profissional. Tenho procurado não esquecer as teorias aprendidas com todos os colegas participantes deste curso, bem como, em relação as leituras feitas de acordo com as referências bibliográficas sugeridas, e a cada dia procuro fazer algo diferente na escola, com o intuito de contagiar meus parceiros de profissão.
Fiquei feliz por participar como provocadora no Fórum e fiz o máximo para conflitar algumas questões, visto que, só se aprende quando há conflito de idéias e desestrutura de pensamentos pré determinados ou concebidos por nós em diversos momentos da vida.
Me senti um pouco insegura ao participar, pois ainda paira em mim o medo do certo ou errado. O fato de saber que muitas pessoas irão ler e analisar o que escrevi gera ansiedade e leva a auto-avaliação demasiadamente rigorosa, é como se eu não pudesse nunca cometer erros ou defender algo que julgo correto. Parece que um bloqueio constante te agride e policia a criatividade, como se alguém fosse me crucificar por coisas à descontento. O desejo de agradar a todos foi sempre uma trava em muitas decisões em minha vida. Hoje, porém, me descobri como ser humano "capaz" de errar e não ser punida da forma que pensava ser. Sinceramente estou apagando da minha memória muitas barreiras quanto ao ter de ser sempre o que os outros acham que devo ser. Este curso tem me proporcionado muita chance de expressar o que sinto, sem medo, assim pude perceber o quanto uma metodologia interfere na dinâmica vivencial das pessoas, percebo o quanto um professor tem poder através das suas atitudes em sala de aula. Poder este, que pode ser bom no sentido de oportunizar para o crescimento e rompimento destas inseguranças, como também, pode travar pensamentos criativos causando medo e angustia.
Sinto que estou me emancipando para a auto imagem positiva de mim mesma, onde sei que tenho idéias importantes para contribuir no meio em que vivo. Vejo-me, apesar das dúvidas, segura em relação aos meus colegas e sobretudo, com vocês educadores: Irís, Bea, Eduardo e demais envolvidos. A postura de vocês deu-me tranquilidade e confiança para arriscar e por isso não tenho mais medo de tentar ou de errar diante dos desafios.
Adoro todos Vocês!!!
domingo, julho 02, 2006
Praticando a reflexão!
Estive ausente nestes dias, pois o frio resolveu me presentear com uma bela crise rins. Não foi fácil, mas felizmente já passou.
Contudo quero dizer que apesar deste contratempo, não deixei de refletir e planejar minha prática pedagógica.E por isso minha pesquisa em relação à pergunta: O que significa conhecimento? já está em andamento na escola. Certamente no decorrer desta semana estarei postando alguns relatos e conclusões em relação às respostas dos alunos. Minha amostragem envolve alunos de 3ª a 8ª série, onde cada uma destas séries está representada por dez alunos.
Diante disso,gostaria de uma opinião: Será que esta amostragem será suficiente para se obter algumas conclusões? Enfim, vamos aguardar o resultado, ajudem-me.
Hoje também fiz uma participação no Fórum referente à reflexão do trabalho com PA e me senti envolvida com o que escrevi.Além de ler e contribuir em algumas reflexões feitas por meus colegas, também abordei um tema que nos preocupa a cada dia: a violência. E neste interím, acabei refletindo sobre nossa postura na escola. De que forma contribuimos para que isso aconteça?
E para responder esta pergunta tenho um relato a fazer: Há aproximadamente 45 dias recebemos em nossa escola um aluno. Quando chegou pode-se observar o quanto era desprovido de uma vida digna e básica de sobrevivência.
Enfim, o menino a cada dia foi apresentando dificuldades sérias de socialização, bem como, uma dinâmica familiar totalmente desestruturada, seja nos aspectos financeiros quanto psicológicos. E esta situação mexeu completamente com a comunidade escolar, principalmente os pais, pois seus filhos passaram a enfrentar certas agressões como empurrões e outras atitudes semelhantes, o que acarretou numa rejeição geral.Rejeição esta que não foi determinada somente pelo seu comportamento mas principalmente pela classe social a que pertence. Diante desta atitude os pais começaram a fazer pressão para que a escola o expulsasse do convívio com seus filhos, com o argumento de que além de perturbar o recinto ele poderá transmitir doenças aos seus filhos simplesmente pelo fato dele estar sempre sujo.
E nós em contrapartida estamos orientando a mãe a cada dia, ensinando-a inclusive as bases de higiene pessoal. Como orientadora vejo que ela precisa muito da nossa ajuda pois, de nada adiantaria cobrar a disciplina e higiene do seu filho se ela não teve a oportunidade de aprender nem para ela.
O problema é que os pais estão pressionando a escola cada vez mais, e eu comprei esta briga com o seguinte argumento e solicitação a eles: que tal vocês nos ajudarem a orientar esta mãe? Conversem com seus filhos para que eles compreendam e dêem o carinho que o mesmo precisa. Fiz a seguinte argumentação com uma determinada mãe: "Sua filha tem referência suficiente para se dar bem na escola, talvez ela nem precisará de nós para vencer na vida, mas nosso verdadeiro desafio enquanto escola é justamente orientar as crianças que não encontram lugar nem família para receber estas orientações".
Agora já consegui tomar as providências que "eu" enquanto educadora julgo corretas: Encaminhei esta familia para os programas sociais existentes na comunidade através do Conselho Tutelar, além de receber ajuda alimentícia esta mãe desenvolverá algumas habilidades para ter pelo menos a chance de atuar no mercado de trabalho, e assim, conseguir seu próprio sustento. Também o menino receberá tratamento gratuito com psicólogas da comunidade, onde todos da familia receberão a oportunidade de melhorar suas vidas. Sei que não será uma missão muito fácil para nós enquanto escola, pois o processo de mudança ocorrerá lentamente nesta criança. Tenho certeza que terei uma batalha bem árdua pela frente, mas prefiro ser odiada pelos demais pais do que encontrar futuramente este cidadão marginalizado e mendigando pelas ruas, o que importa é a oportunidade que estou lhe oferecendo, se mais tarde ele não quiser terei a certeza do dever cumprido enquanto cidadã e funcinária pública.
O que desejo refletir com isso, é que infelizmente está claro por que temos tantos indivíduos violentos nesta sociedade, o preconceito ainda predomina com muita força no meio social. É muito triste e chocante deparar-se com estas atitudes e este aluno não está em minhas mãos, por acaso, certamente tenho um dever a cumprir e uma semente a germinar.
Talvez o que relatei não seja interessante para ninguém, mas ele e tantos outros marginalizados têm sido o alvo das minhas incessantes revoltas e batalhas pedagógicas diárias, é necessário corrigir nossas posturas e acabar com a hipocrisia do faz de conta que ensina e do estereótipo de aluno desejado.
Eu não vou permitir que ele saia da escola, pois ela é uma instituição de ensino que deve fazer por merecer esta denominação, ou estará condenada à falência e nós estaremos à mercê destas trajédias presenciadas diariamente.
Desculpem-me o desabafo!
Contudo quero dizer que apesar deste contratempo, não deixei de refletir e planejar minha prática pedagógica.E por isso minha pesquisa em relação à pergunta: O que significa conhecimento? já está em andamento na escola. Certamente no decorrer desta semana estarei postando alguns relatos e conclusões em relação às respostas dos alunos. Minha amostragem envolve alunos de 3ª a 8ª série, onde cada uma destas séries está representada por dez alunos.
Diante disso,gostaria de uma opinião: Será que esta amostragem será suficiente para se obter algumas conclusões? Enfim, vamos aguardar o resultado, ajudem-me.
Hoje também fiz uma participação no Fórum referente à reflexão do trabalho com PA e me senti envolvida com o que escrevi.Além de ler e contribuir em algumas reflexões feitas por meus colegas, também abordei um tema que nos preocupa a cada dia: a violência. E neste interím, acabei refletindo sobre nossa postura na escola. De que forma contribuimos para que isso aconteça?
E para responder esta pergunta tenho um relato a fazer: Há aproximadamente 45 dias recebemos em nossa escola um aluno. Quando chegou pode-se observar o quanto era desprovido de uma vida digna e básica de sobrevivência.
Enfim, o menino a cada dia foi apresentando dificuldades sérias de socialização, bem como, uma dinâmica familiar totalmente desestruturada, seja nos aspectos financeiros quanto psicológicos. E esta situação mexeu completamente com a comunidade escolar, principalmente os pais, pois seus filhos passaram a enfrentar certas agressões como empurrões e outras atitudes semelhantes, o que acarretou numa rejeição geral.Rejeição esta que não foi determinada somente pelo seu comportamento mas principalmente pela classe social a que pertence. Diante desta atitude os pais começaram a fazer pressão para que a escola o expulsasse do convívio com seus filhos, com o argumento de que além de perturbar o recinto ele poderá transmitir doenças aos seus filhos simplesmente pelo fato dele estar sempre sujo.
E nós em contrapartida estamos orientando a mãe a cada dia, ensinando-a inclusive as bases de higiene pessoal. Como orientadora vejo que ela precisa muito da nossa ajuda pois, de nada adiantaria cobrar a disciplina e higiene do seu filho se ela não teve a oportunidade de aprender nem para ela.
O problema é que os pais estão pressionando a escola cada vez mais, e eu comprei esta briga com o seguinte argumento e solicitação a eles: que tal vocês nos ajudarem a orientar esta mãe? Conversem com seus filhos para que eles compreendam e dêem o carinho que o mesmo precisa. Fiz a seguinte argumentação com uma determinada mãe: "Sua filha tem referência suficiente para se dar bem na escola, talvez ela nem precisará de nós para vencer na vida, mas nosso verdadeiro desafio enquanto escola é justamente orientar as crianças que não encontram lugar nem família para receber estas orientações".
Agora já consegui tomar as providências que "eu" enquanto educadora julgo corretas: Encaminhei esta familia para os programas sociais existentes na comunidade através do Conselho Tutelar, além de receber ajuda alimentícia esta mãe desenvolverá algumas habilidades para ter pelo menos a chance de atuar no mercado de trabalho, e assim, conseguir seu próprio sustento. Também o menino receberá tratamento gratuito com psicólogas da comunidade, onde todos da familia receberão a oportunidade de melhorar suas vidas. Sei que não será uma missão muito fácil para nós enquanto escola, pois o processo de mudança ocorrerá lentamente nesta criança. Tenho certeza que terei uma batalha bem árdua pela frente, mas prefiro ser odiada pelos demais pais do que encontrar futuramente este cidadão marginalizado e mendigando pelas ruas, o que importa é a oportunidade que estou lhe oferecendo, se mais tarde ele não quiser terei a certeza do dever cumprido enquanto cidadã e funcinária pública.
O que desejo refletir com isso, é que infelizmente está claro por que temos tantos indivíduos violentos nesta sociedade, o preconceito ainda predomina com muita força no meio social. É muito triste e chocante deparar-se com estas atitudes e este aluno não está em minhas mãos, por acaso, certamente tenho um dever a cumprir e uma semente a germinar.
Talvez o que relatei não seja interessante para ninguém, mas ele e tantos outros marginalizados têm sido o alvo das minhas incessantes revoltas e batalhas pedagógicas diárias, é necessário corrigir nossas posturas e acabar com a hipocrisia do faz de conta que ensina e do estereótipo de aluno desejado.
Eu não vou permitir que ele saia da escola, pois ela é uma instituição de ensino que deve fazer por merecer esta denominação, ou estará condenada à falência e nós estaremos à mercê destas trajédias presenciadas diariamente.
Desculpem-me o desabafo!
